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A Peça
Conceitualização e roteiro da peça de teatro Acteon e Artemis.

Adaptação
“Acteon e Artemis” segue um modelo linear de narrativa épica, em formato de uma peça teatral . Não se tratando de uma obra extensa, a peça é dinâmica e organizada em três atos, sendo cada um deles centrado em um eixo narrativo da história de Acteon, que começa em caçada e, ironicamente, termina caçado.

ato 1
Ovídio, o narrador onisciente, apresenta a existência de um monte ao sul de Tebas, que é um destino comum e conhecido por todos os caçadores da região. Icnobates e Melampo vão até lá. A dupla comemora os resultados de sua caçada, atribuindo os méritos aos cães de caça. Surge então um desrespeitoso jovem, o príncipe Acteon, neto de Cadmo. Este diminui os feitos dos cães, pois não havia nenhum cervo dentre os espólios. Os outros dois tentam defender os esforços dos animais, mas nada basta para Acteon. Melampo, ciente da teimosia do rapaz, decide que mais vale eles partirem em retirada, para evitar discussão. Acteon, cego pelo orgulho, atormentado pela ideia de não cumprir com as próprias expectativas enquanto caçador, e ainda apegado à ideia de que os outros dois caçadores mais experientes não passam de beberrões folgados, acaba desafiando a razão e indo caçar sozinho

ato 2
Ovídio comenta sobre a existência de uma gruta, que é apresentada como apenas mais uma dentre tantas outras. Entretanto, logo é revelado que lá vivem três ninfas: Nefele, Hiale e Ranis. As ninfas preparam o banho para a deusa da caça Artemis. A deusa afirma que tal decoro não é necessário, justificando a escolha da gruta para o banho devido ao seu sigilo e a privacidade que proporciona. No meio do banho, um perdido Acteon surge na gruta. O jovem, ao entrar, é imediatamente rechaçado pelas ninfas, que o alertam de que homem algum é bem-vindo ali, ainda mais com a deusa presente. Acteon, enquanto tenta se defender, se reafirma como um grande caçador. Artemis, conhecida pela sua castidade, fica furiosa por ter sua privacidade invadida, ainda mais por um homem orgulhoso que se autointitula um grandioso caçador. Artemis molha os dedos na água do boqueirão e projeta gotas amaldiçoadas em Acteon, desafiando-o a dizer que havia visto Artemis desnuda.

ato 3
O terceiro ato se inicia com Acteon agonizando. As gotas provenientes do boqueirão, encantadas com a magia feérica de Artemis, fazem com que Acteon lentamente se transforme em um cervo. Atordoado, o jovem corre para fora da gruta. Ele vê o próprio reflexo em um pequeno fluxo de água, vê a lua cheia no céu, e sente na pele o preço por invadir o espaço da deusa da caça. Acteon-cervo desmaia, mas logo acorda, assustado com o som de cachorros ferozes. Eram sua própria matilha de sabujos, que agora, vendo um cervo aparentemente ferido, caçam-o. Acteon até tenta falar, mas sua morfologia já é completamente a de um cervo. Ele foge, mas é rapidamente subjugado pelos cães, agonizando de dor enquanto é predado. No fim do ato, os caçadores, guiados pelos latidos, encontram o cervo e comemoram a caça. Logo, acabam lamentando apenas que o príncipe, que estava tão aficcionado com a ideia de caçar um cervo, não está lá para ver o resultado da caçada.
Personagens

Linha do Tempo
Linha do tempo dos acontecimentos da peça "Acteon e Artemis"


Roteiro
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